domingo, 10 de janeiro de 2016

Uma viagem ao espaço


                 Uma viagem ao espaço.

 Era Verão, o calor tinha apertado durante todo o dia, e agora à tardinha corria uma aragem fresca. Peguei no livro que estava a ler, atravessei a ponte do rio que passava em frente à minha casa e fui sentar-me a ler debaixo duma árvore. Não sei quanto tempo ali estive, alheei-me de tudo,  embrenhada na leitura. Quando dei por mim foi quando comecei a sentir o meu corpo a levitar. Meu Deus o que é isto? Eu estou a voar? Estou com certeza a sonhar, porque eu sonho muitas vezes que voo. Mas desta vez eu estava desperta e olhava para a povoação que ficava abaixo de mim. Os passarinhos esvoaçavam à minha volta cantando e a cegonha da torre da igreja passou por mim batendo a  matraca,  como que a dizer-me: olha que cais, não foste feita para voar.

Passei junto à torre da igreja, olhei para baixo e vi tudo numa perspectiva  diferente. Mas eu estava a sentir que não era eu quem   estava  a comandar, algo superior me encaminhava. Encostei as mãos ao corpo e qual super homem, aí vou eu direitinha ao Universo. Estava assustada, mas sentia-me acompanhada, alguém ao meu lado comunicava comigo e me acalmava.

Não tenhas medo, vais viver a aventura mais bonita da tua vida.

Qual aventura, qual carapuça, eu quero ir para baixo.

Agora já não podes!

_Deixei de ouvir, ver e sentir, parecia que tinha adormecido.

Quando abri os olhos fiquei maravilhada com o que via, tantas cores lindas e brilhantes… pronto, pensei, morri e isto só pode ser o céu.

Ao meu lado ouvi rir com alegria, virei-me e senti mais do que vi, um ser translúcido e brilhante que falava comigo através do pensamento.

Não morreste, não, isto é apenas uma experiência para a qual foste escolhida.

___Mas como? Tu és diferente, nunca vi ninguém assim, pensei, existirás mesmo ou eu endoideci?

Fica tranquila que está tudo bem, já vais perceber.

--Ai cum caraças, então ele lê tudo o que eu penso, tenho que ter cuidado.

Sim eu leio o teu pensamento e semeio nele as respostas porque nós somos seres superiores, vivemos neste galáxia que os terrestes nem sabem que existe.

__E também és modesto não haja duvida, ai … que eu não devia ter pensado isto.

Não te preocupes nos nossos corações não há rancores e não ficamos zangados se pensares mal de nós. É só até perceberes. Agora vais para um  workshop, com pessoas assim como tu, vindas de diversas galáxias e no fim compreenderás tudo.

E lá fui eu.

Curioso… havia seres de diversas formas e cores. Olhei para mim, a minha cor era azul ( da cor do meu planeta, segundo me informaram) os outros eram verdes , vermelhos, rosas etc.

Estávamos todos expetantes mas depressa nos ambientámos. Através dum  grande  écran vimos imagens dos nossos planetas e vimos as coisas erradas que estávamos a fazer. O nosso era um dos mais atrasados, os seres devem viver todos com  os mesmos direitos á alimentação, saúde e educação. O dinheiro é o pior inimigo do nosso planeta. Com o tempo iremos acabar com ele. Os corações devem ser limpos de raivas, rancores e vinganças. (outro calcanhar de Aquiles, no nosso planeta), mas, segundos os mestres que nos ensinavam lá em cima, vamos conseguir subir também nesse patamar.

Fiquei contente, afinal a mensagem era positiva. Vamos lá respeitar mais o planeta em que vivemos e só poderemos ter benefícios.

O Workshop acabou e eu sem saber como vi-me debaixo da azinheira com o livro na mão e o sol já a pôr-se.

 Mas que foi isto?  Será que eu adormeci? Não pode ser… as imagens estão bem reais na minha memória, e a mensagem é bem real. Não me atrevo a contar isto a ninguém, chamam-me maluca, mas que eu fui a outra galáxia lá isso fui…

Peguei no livro, fui para casa, ia meio zonza, pudera com uma viagem daquelas…

No outro dia voltei à mesma hora e ao mesmo sítio, com o mesmo livro, mas nunca mais consegui viajar no espaço.

O livro que estava a ler era “ Profecia Celestina”.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A agulha e a linha


BASEADO NUMA HISTÓRIA  DE MACHADO DE ASSIS.

A AGULHA E A LINHA

Toda a minha vida, o meu trabalho foi a costura. Fiz de tudo  desde as calças  aos vestidos, das saias às camisas, fiz vestidos de noivas, vestidos para debute, para festas, para jantares de gala e até para mortalha.

Enquanto, calmamente, ia dando ponto atrás de ponto, o meu pensamento voava muitas vezes e vivi sonhos muito bonitos . Vesti muitas vezes aqueles vestidos, fui a festas maravilhosas, onde era a rainha da noite, mas   a história mais bonita que vivi  foi naquele dia de inverno, enquanto cozia  a bainha dum lindo vestido cor de rosa clarinho, que no dia seguinte, iria fazer as delícias duma menina de 18 anos que iria ser apresentada à sociedade.

Cansada e cheia de frio, parei um pouco, espetei a agulha no tubo de linhas e fui fazer um chá.

Voltei da cozinha com a chávena de chá na mão e pareceu-me ouvir vozes. Eu estava sozinha e as vozes vinha da salinha da costura. Parei à porta e abri muito os olhos e boca, espantada com o que se passava… As vozes vinham do cesto da costura… Meu Deus, eu estou a ficar maluca, tenho que tirar umas férias, então não é que agora até oiço vozes?... isto é demais, sonhar é uma coisa mas assim estou a sair da realidade… não quero ouvir, e tapei os ouvidos, mas a curiosidade era mais forte e aproximei-me devagar.

Com uma vozinha esganiçada a agulha dizia: quem julgas tu que és, ó seu novelo de linhas sem graça? Todo enroladinho julgas que vales alguma coisa?

Deixa-me ! dizia o tubo de linhas.

Que te deixe? Que te deixe porquê? Porque te digo que estás com um ar insuportável? Disse e direi sempre que me der na cabeça.

Que cabeça, menina? Tu não és um alfinete és uma agulha e as agulhas não têm cabeça. Que te importa o meu ar? Cada um tem o ar que Deus lhe deu. Olha para a tua vida e deixa-me em paz.

Tu és um orgulhoso, e um vaidoso.

Claro que sou! E tenho razões para isso, sou eu que cozo os vestidos bonitos e os enfeites que a nossa amiga faz. Achas que não tenho razão para me sentir orgulhoso?

És tu que cozes? E eu? Se eu não fôr à frente abrindo caminho o que fazes tu?

 (Eu comecei a não me sentir bem, então as minhas ferramentas de trabalho tinha criado vida?)

E elas continuavam:___ Dizia o tubo de linhas: sou eu que junto os tecidos, tu apenas fazes buracos.

_ Mas sem os meus buracos tu não consegues fazer nada. O que é certo, é que quem vai à frente sou eu… toma e embrulha! Respondia a agulha.

__Ah ah  ah, lembra-te que os batedores vão à frente dos imperadores, mas quem é que tem mais valor, quem é?

__Tu, imperador? É prá rir…

__Não sou imperador mas o teu trabalho é de subalterno, quem coze, junta e liga, sou eu.

____ Eu já não podia ouvir mais, sentei-me peguei na agulha , olhei para ela com receio. Enfiei-lhe uma linha e continuei a cozer. O diálogo parecia ter acabado, e eu cada vez pensava mais em que a minha cabeça me estava a pregar partidas.

Nos meus dedos a agulha e a linha deslizavam suavemente cozendo aquela seda macia e brilhante.

Volto a ouvir a voz esganiçada que era a da agulha.

Então senhor tubo de linhas, o que acha de ser eu que deslizo nos dedos da nossa costureira? Ainda se acha com mais valor?

___A linha não respondeu nada: ia andando, buraco aberto pela agulha era logo preenchido por ela, silenciosa e activa, como quem sabe o que faz e não está para responder a palavras loucas. A agulha vendo que a linha não lhe dava troco calou-se também. E naquele silêncio onde só se ouvia o plic plic da agulha a entrar no tecido eu acabei de cozer a bainha do vestido. Arrumei os alfinetes, voltei a espetar a agulha no tubo de linhas e guardei tudo na caixa da costura.

Passei o vestido a ferro e esperei pelo dia seguinte para ajudar a menina a vesti-lo e proceder a alguma alteração se fosse caso disso.

O dia da festa chegou e eu preparei-me para ajudar a vestir a nossa obra de arte.

Pus a agulha espetada na minha blusa, pronta para o que fosse preciso e enquanto, puxava daqui, ajeitava dali, comecei a ouvir as linhas que tinham ficado no cozido da bainha do vestido:

Então senhora agulha, quem é que vai à festa, quem é? És tu ou eu que vou juntinho ao corpo da menina dançar no baile, ouvir boa musica e frequentar salões onde tu nunca entrarás?

A agulha não deu resposta. Mas o alfinete de cabeça grande disse:

Toma tola, aprende!... Vai abrir-lhe caminho para ela entrar e agora é  ela  que vai gozar a vida. Faz como eu que não abro caminho para ninguém onde me espetam aí fico.

( Podem crer que,  depois disto, eu nunca mais consegui olhar para as minha ferramentas de trabalho da mesma maneira , passei a respeitá-las muito mais , e antes de lhe mexer  fico sempre de ouvido à escuta, não vão elas  estar a reivindicar alguma coisa …)

       Santo Aleixo 18/06/2015       Na hora da sesta.    

 

sábado, 19 de janeiro de 2013



              Os numeros vão à escola

(Esta história é para a Inês, que anda a aprender os numeros)

O 1 era um menino magrito e triste. Vivia perto do 2 e do 3,mais gorditos que ele e também mais alegres.

Um dia ,no jardim, o 2 e o 3 convidaram o 1 para brincar. A partir daí ficaram amigos e juntavam-se muitas vezes para jogar, passear ou brincar.

Eram da mesma idade e iam para a escola no fim desse Verão. Estavam entusiasmados por ir conhecer outros meninos e aprender a ler e contar. No primeiro dia o professor juntou-os dois a dois nas carteiras. Assim o 1 ficou ao lado do 2 e o 3 ficou com um menino moreno chamado 4 a quem os meninos chamavam o cadeirinha.

Atrás do 1 e do 2 ficou o 5 e o 6. O irmão do 6 era o 9 que estava ao lado do 8 que era primo deles, e já estavam habituados a brincar juntos. O 7 sentia-se triste, ficou com o 10 que era um pouco esquisito. Até o 1 quando o viu, ficou confuso.

Ele é parecido comigo, não achas? perguntou ele ao 2.

Não é só contigo, também se parece com os manos 6 e 9 e com o primo deles o 8. Qeres ver que são todos da mesma família? todos têm formato de bola num dos lados!

Eu não tenho! disse o 1, mas o 10 tem qualquer coisa  que  não me é estranha.

---Os meninos falavam assim no primeiro dia, mas ao fim duma semana já eram todos amigos, e já nem viam as semelhanças nem as diferenças.

O professor disse que faziam parte dum grupo, tinham que ser unidos e juntos iriam fazer coisas que nem imaginavam. isso tornou-os mais amigos uns dos outros, e estavam ansiosos por aprender mais, cada dia que passava.

Naquele dia o professor chamou o 1 e o 2 ao quadro e disse-lhes: vamos fazer contas. Escutem todos com atenção: se eu juntar e 1 mais o  2  o que fica?

Silêncio total, os meninos não sabiam. O 8 levantou a mão a medo.

Diz, disse o professor.

Ficam três!

Pode ser, muito bem 8.

O 3 olhava espantado . Como era possivel? ele estava sentado na sua carteira.

---Mas também pode ser muito mais, vocês juntos têm muito poder-- continuava o professor. Ora vejam, se eu juntar o 1 mais o  2 ficam três, mas se eu unir o 1 ao 2, assim (12), ficam doze.

Oh!!! exclamaram todos, eles nunca tinham ouvido aquele nome.

Agora vai sentar-te tu ó 2, só fica o 1. Vem cá tu 3.

E agora se eu juntar o 1 mais o 3 quantos ficam?

Quatro, gritou o 10.

Muito bem, e se eu os unir assim (13) o que fica?

Ninguém respondeu. São treze, meus meninos, e se unir o 1 com o 4  (14) ficam catorze, se for com o 5 (15) ficam quinze, se for com o 6 (16) são dezasseis, se for com o 7 (17) são dezassete, se for com o 8 (18) são dezoito, e se for com o 9 (19) são dezanove.

Estavam todos atentos, o 1 sentia-se inchado de orgulhoso, afinal ele era importante e podia fazer equipa com todos os colegas.

O 10 estava pensativo. E eu, professor?

Tu já é outra coisa... vamos ver isso mais à frente. mas o que fizémos com o 1 podemos faze-lo com todos vocês.

Amanhã continuaremos. Gostaram da aula?

Simmmm! gritaram todos.

Então até amanhã.

                                                                     avó Mingas

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Circulação sanguínia

Estávamos em Agosto deste ano.Eu o meu marido e as minhas três netas mais novas, resolvemos ir passar as férias das miudas no Alentejo.
_Naquele dia, depois do almoço o avô foi dormir a sesta.É nessas horas do calor que eu não quero que elas vão para a rua , e para  não fazerem muito barulho , acabamos muitas vezes sentadas no chão a contar histórias.
Mas nesse dia a Teresa (11 anos) resolveu ir estudar, e a Matilde (8 anos) foi com ela. A Inês(3 anos) brincava com as bonecas.
_Avó, diz a Teresa, estou a estudar a circulação sanguínia,é tão confuso, podias ajudar-me?
A Matilde que estava às voltas com a tabuada, olhou logo interessada.
Lembrei-me dum livro que tinha na estante , do (Papiniano Carlos) sobre isso, e que conta uma  história maravilhosa.
Está bem,meninas,digo.Vamos ver isso da circulação e trabalhando com a nossa imaginação vamos fazer uma viagem dentro das nossas veias, querem?
Sim, avó, vai ser interessante.
Indiferente a tudo a Inês continuava a brincar  com as bonecas.
Ora vamos lá então, sabem que temos as ARTÉRIAS, as VEIAS , os VASOS  CAPILARES e que quando se juntam formam uma rede de canais e canaizinhos, que partem do coração e a ele voltam trazendo e levando vida?
Não podemos esquecer os GLOBULOS BRANCOS e VERMELHOS e as PLAQUETAS. E também os quatro orgãos que são quatro máquinas magníficas ligadas ao curso sanguínio. São elas: o CORAÇÃO que o bombeia, os PULMÕES onde é arejado e oxigenadoo FÍGADO e os RINS que o limpam e o regeneram.É a maior maravilha do mundo.
Então vamos começar a nossa viagem. Imaginem-se seres minusculos dentro dum barquinho também minusculo a viajar pelas veias.
_ Nessa altura já a Inês deixara as bonecas e estava no meu colo,com a cabeça no meu peito e os olhos muito abertos.
Veêm aqueles seres estranhos que vão na corrente? alguns são barquinhos que levam SAIS MINERAIS, outros levam VITAMINAS e PROTEÍNAS. Espectáculo de cores! Também há barcos negros que transportam RESÍDIOS  TÓXICOS a caminho das centrais de tratamento.
Há as HORMONAS que levam e trazem mensagens. E lá vêm eles! aqueles cavaleiros  couraçados de lanças em riste!_ Quem são, avó?
São os GLOBULOS VERMELHOS que transportam o OXIGÉNIO que trazem dos PULMÕES e orientam nos canais  para na volta trazerem o ANIDRIDO CARBÓNICO.
Agora vejam aqueles seres bonitos e ágeis e os outros feios, cobertos de  espinhos e trombas pontiagudas,viscosos e repugnantes...
Já sei, diz a Teresa,são os MICRÓBIOS!
É verdade!
_Mas também há MICRÓBIOS  bonitos? pergunta a Matilde.
Sim ,Matilde, nem todos os´MICRÓBIOS transportam doenças,há alguns inofensivos e benéficos.
Olhem agora aqueles cavaleiros com espadas faíscantes.
Quem são? perguntam as duas.
São os GLOBULOS BRANCOS, grandes defensores deste canal e são seguidos por inumeros seres pequeninos, os ANTICORPOS,que juntos vão combater  o monstro feio da doença.
A Inês disse: não gosto do monstro ,avó!_ Pois não meu amor.
Agora o barco desliza suavemente,ouvem alguma coisa?
O quê? um bum bum bum?
Aproximam-se outros trabalhadores sempre apressados, estão a fazer um dos trabalhos mais belos da criação. São as PLAQUETAS. São tão bonitas! Parece que têm pás e botas de vidro.
O que é que fazem com as pás?diz a Teresa.
Estão a soldar os tecidos destruidos por algum acidente físico, oseu papel principal é a COAGULAÇÃO  do sangue, e assim vão tapando as fendas e reconstruindo os tecidos magoados.
E navegando chegámos a um grande lago.
Olha Teresa parece que andamos de barco na barragem do Alqueva, diz a Matilde.
Pois é responde a Teresa e todas rimos.
Agora escutem ,o que é que ouvem?
Oh! avó mas que grande barulho!!! já sei é o coração!...
É sim ,Teresa, em breve passamos as comportas, repara como o rio é cada vez mais largo e fundo,é uma das VEIAS  CAVAS, a superior, vamos entrar no CORAÇÃO, nessa bomba poderosa que impulsiona e faz circular o sangue, irrigando todo o corpo.
Como é que ele trabalha é com eléctricidade? pergunta a Matilde.
Sim o coração recebe determinados impulsos nervosos e electricos, porque não? e fazem com que  bata  a vida inteira.
A corrente é agora mais rápida, ouvem-se  fortes trovões, BUM BUM BUM, as meninas deram as mãos entre si e fecharam os olhos.
Vamos despenhar-nos???
Não!!! abram os olhos , olhem que lindo, estamos a atravessar  a planície pulmonar, este pântano de gazes a borbulhar, onde o SANGUE  VENOSO carregado de ANIDRIDO  CARBÓNICO se transforma em SANGUE  ARTERIAL  cheio de vida e oxigénio.
Em breve chegaremos ao CÉREBRO ,um dos mais importantes orgãos do homem.
As miudas estão curiosas mas a Inês já dorme no meu colo.
Agora vejam a parte mais nobre do ser humano. Uma massa cinzenta , pastosa e tão frágil!... aqui mora a INTELIGÊNCIA, o SONHO , o PASSADO , e o PRESENTE. O oxigénio não pode faltar aqui é o seu combustivel principal.
Minhas queridas meninas , acho que vou deitar a Inês, e a história acaba aqui.
Avó foi tão bonito!!!